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domingo, 28 de janeiro de 2007
poder andar com um mp3 atrás trouxe-me todo um novo mundo de hipóteses. pois, eu sei que para todos os utilizadores já mais que batidos no assunto, que ainda por cima têm um espaço de armazenamento multiplicado por mil vezes em relação ao meu, isto se torna ridículo, mas apesar de não ter descoberto a pólvora, queria só dizer que é maravilhoso poder escolher cerca de 50 músicas à minha maneira, fazendo uma colectânea especial todos os dias. agora, saio para o trabalho envolta numa banda sonora só minha e sigo por aí com uma diversidade que me caracteriza, em músicas seleccionadas uma a uma. gosto particularmente de adormecer a descobrir pormenores novos em músicas ouvidas tantas vezes, letras que nunca tinha escutado com atenção e novidades que passam a estar no meu rol de preferidas. é o caso da música abaixo, que faz parte da minha selecção desde o primeiro dia, posta ao acaso, e que ainda não consegui tirar de tão linda que é. dedico-a a vocês hoje, porque só assim o amor vale a pena. Paradise can not refuse us Never such a happy pair
Everybody must excuse us If we walk on air
All the shadows now will lose us Lucky stars are everywhere
As a happy being Here's what I'm forseeing
For you, for me, for evermore It's bound to be for evermore
It's plain to see We found, by finding each other
The love we waited for I'm yours, you're mine
And in our hearts The happy ending starts
What a lovely world This world will be
With a world of love in store For you, for me, for evermore.
pela voz inconfundível de Ella Fitzgerald
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
aos 28 anos... ... está-me a nascer o dente do ciso. [pode ser que ganhe juízo]
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Naqueles dias, Paulo disse ao povo: «Eu sou judeu e nasci em Tarso da Cilícia. Fui, porém, educado nesta cidade de Jerusalém e recebi na escola de Gamaliel uma formação estritamente fiel à Lei dos nossos pais. Era tão zeloso no serviço de Deus, como vós todos sois hoje.Persegui até à morte este Caminho, algemando e metendo na prisão homens e mulheres, como podem testemunhar o Sumo Sacerdote e todo o Senado. Recebi até, da parte deles, cartas para os irmãos de Damasco e para lá me dirigi, com a missão de trazer algemados os que lá estivessem, a fim de serem castigados em Jerusalém. Sucedeu, porém, que, no caminho, ao aproximar-me de Damasco, por volta do meio-dia, de repente brilhou ao redor de mim uma intensa luz vinda do Céu. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, porque Me persegues?’. Eu perguntei: ‘Quem és Tu, Senhor?’. E Ele respondeu-me: ‘Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues’. Os meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. Então perguntei: ‘Que hei-de fazer, Senhor?’. E o Senhor disse-me: ‘Levanta-te e vai a Damasco. Lá te dirão tudo o que deves fazer’. Como eu deixei de ver, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pelas mãos dos meus companheiros. Entretanto, veio procurar-me certo Ananias, homem piedoso segundo a Lei e de boa fama entre todos os judeus que ali viviam. Ele veio ao meu encontro e, ao chegar junto de mim, disse-me: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista’. E, no mesmo instante, pude vê-lo. Ele acrescentou: ‘O Deus dos nossos pais destinou-te para conheceres a sua vontade, para veres o Justo e ouvires a voz da sua boca. Tu serás sua testemunha diante de todos os homens, acerca do que viste e ouviste. Agora, porque esperas? Levanta-te, recebe o baptismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome’».
in Actos dos Apóstolos
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o que vos apeteceria se chegassem a casa depois de um debate sobre requalificação urbana? chocolate. e o que fariam se, ao abrir o armário, a mãe tivesse comprado uma enorme variedade e fosse difícil escolher? comia um de cada. pois, foi o que eu fiz. [ainda bem que nos entendemos.]
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terça-feira, 23 de janeiro de 2007
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sonho de resgate, serra, abraço, lábios e pele, nos escassos minutos entre o toque do despertador e o acordar em sobressalto com o chamar da mãe. não me lembro da última vez que sonhei, mas deste sinto-lhe todos os segundos, como se não soubesse muito bem se seria sonho ou real. talvez fosse o coração a querer falar, talvez.
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
DO AMOR I A névoa disse à árvore: tu, cedro, perdes a tua forma, se eu te abraço. Disse o cedro: o Sol ama-me mais, toma o meu corpo inteiro no seu corpo e dá-lhe ser, figura. Só a rajada de vento dá o som lírico às pás do moinho Só as coisas trocadas pelo amor das outras têm voz Amor é o olhar total, que nunca pode ser cantado nos poemas ou na música, porque é tão-só próprio e bastante, em si mesmo absoluto táctil, que me cega, como a chuva cai na minha cara, de faces nuas, oferecidas sempre à àgua. Fiama Hasse Pais Brandão
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Por vezes, na escola, usávamos uma palavra para descrever uma coisa boa - podia ser um bolo, um bom jogo de futebol, ou uma rapariga de que gostávamos. "É uma dádiva". Aplica-se ao que temos esta semana, um ano a começar, 2007. É uma dádiva de Deus, diferente para cada um de nós. O Senhor olha para cada um como olhava para Pedro, Tiago ou para os outros, que disseram: "Deixámos tudo para Te seguir. E agora?" Nós fizemos o mesmo e o Senhor tem um futuro para nós.
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domingo, 21 de janeiro de 2007
 Assim, por razão nenhuma em especial, a Dé chegou-se bem perto e segredou-me ao ouvido: "deixei-te uma coisinha na mala". Fiquei curiosa e corri a ver o que se tinha lembrado desta vez. O leitor de mp3 caiu-me nas mãos. Há presentes que são tão maravilhosos não pela sua utilidade mas pelo que representam. Este significa que a Dé me conhece tanto, sabe que a música tem um papel crucial na minha vida, que vivo numa imensa banda sonora, mas que vou para todo o lado com o peso do meu leitor de cds carregado até não poder mais. Já vi preços dos leitores pequenos, grandes e médios, mas acabo sempre por gastar o meu dinheiro noutras coisas que me parecem mais úteis e menos dispendiosas. E a Dé, num gesto tão simples, encheu a minha vida de tanta música ao alcance de um toque, na minha pen pequenina. Amanhã vai sair carregada de Ella (para entrar no espírito) e Djavan, a relembrar a nossa noite de sexta. Obrigada. Este quente no coração vai ficar muito além dos milhares de canções que vão passar no meu novo leitor de mp3.
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sábado, 20 de janeiro de 2007
 "Esta formação tem um só som. Existe uma partilha que vem do prazer que têm em tocar juntos. As composições são originais, intercaladas pelos sempre bons "standards". O Ondajazz já os recebeu, várias vezes, com muito agrado, numa visita ao universo musical das composições de Júlio Resende e a standards enérgicos que foram de Herbie a Miles ou Charlie Chaplin... Jazz! Um repertório aberto, melódico e muito envolvente. Privilegiam o calor das notas, dos sons e sabem dar prazer na escuta dos temas" in Onda Jazz [substitua-se a menina da voz por um rapaz que toca saxofone de uma forma alternativa e tem-se o quarteto de ontem, se bem que me parece que muita gente teria preferido o canto ao instrumento de sopro... eu continuo apaixonada pelo som do melhor baterista do país e, por mim, podia até estar sozinho, mas o prof de piano e o rapaz do violão (ops, contrabaixo) fizeram desta uma óptima noite de jazz instrumental]
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Os sonhos mais lindos sonhei De quimeras mil um castelos ergui E no teu olhar, tonto de emoção Com sofreguidão mil venturas previ O teu corpo é luz, sedução Poema divino cheio de esplendor Teu sorriso prende Me enebria, entontece És fascinação, amor... [A Elis sempre foi uma das minhas cantoras preferidas. Umas vezes de voz forte, outras tão frágil, conseguia fazer o que queria do instrumento/dom que Deus lhe deu. Faz hoje 25 anos que faleceu, ainda tão nova, aos 31. Soube só agora que tinha trato difícil, exigia sempre mais e melhor de si e dos músicos que a acompanhavam, até à exaustão. Talvez esteja aí o segredo. Apesar do incrível talento, o saber que se pode ultrapassar limites. (queria pôr o vídeo da minha música preferida, mas entre tantos, não há um só com o tema Fascinação. podem ouvi-lo aqui, basta clicar no nome.)]
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Sentamo-nos. Normalmente sempre na mesma mesa. Não precisamos de pedir porque o senhor dos óculos já sabe que é um café (ou dois) e outro "sem princípio" para a mãe. Nunca se esquece do meu copo de água e nem nos passa o papel com o valor a pagar, como com as pessoas que não conhece. Chegamos ao balcão, dizemos o que consumimos e pagamos exactamente isso. Às vezes trazemos pão, ou uma caixa de bolos e o senhor que recebe o dinheiro nem faz ideia do que vem dentro do saco. Confia. Acontece num café em Mem Martins por onde passam centenas de pessoas, todos os dias. E sinto-me como numa aldeia pequena onde ainda sabem quem sou. O café não é sempre bom, mas a atenção faz a diferença.
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
 Recomeça ... Se puderes, E os passos que deres, Nesse caminho duro do futuro, Dá-os em liberdade Enquanto não alcances, Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade. Miguel Torga[Para ti. faz 12 anos da morte de Miguel Torga. E as palavras que deixou continuam a fazer o mesmo sentido. Recomecemos.]
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Como dava beijos lentos, duravam-lhe mais os amores. * Escrever é que nos deixem rir e chorar sozinhos. * Olharam-se de janela a janela em dois comboios que iam em direcções opostas, mas tal é a força do amor que logo os dois comboios se puseram a andar para o mesmo lado. * O primeiro beijo é um roubo. * A estrela cadente é uma malha que cai na meia da noite. * Aquela mulher olhou-me como se eu fosse um táxi livre. * Mexia nas chaves dentro do bolso para chegar mais depressa a casa. * Quando sentimos um pé frio e outro quente, suspeitamos que um dos dois não é nosso. * Se não fôssemos mortais, não podíamos chorar. * O mar só vê viajar: ele nunca viajou. * O arco-íris é o cachecol do céu. [Na minha paixão por poemas pequenos encontrei as frases do Ramón Gómez de la Serna. Com mais de 200 obras editadas, entre biografias, romances, ensaios e crónicas, foi às Greguerías que se dedicou com mais afinco. Não há uma tradução certa para greguerías, uma palavra inventada pelo próprio. São frases curtas, algumas com humor, outras cheias de verdade, metáforas da vida escritas com mestria em poucas palavras. O Ramón, bon vivant, viajante e de bem com a vida, cedo percebeu que há frases que transbordam poesia e que não há nada de mais poético que a vida. Então, pôs toda a sua incrível capacidade de escrita nestas frases simples e fê-lo por mais de 50 anos. Encontrei uma selecção de Jorge Silva Melo entre os preços mínimos da Fnac, nas promoções da Assírio & Alvim, quando já pensava que os saldos de livros deste ano deixavam muito a desejar. Transcrevo algumas das minhas greguerías favoritas, mas são tantas e tão divertidas, algumas, outras que fazem pensar, que as vou saboreando aos poucos, entre outras leituras.]
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Farto-me de dizer que adoro Lisboa, mas quem me conhece mais de perto sabe que por Lisboa me refiro habitualmente às minhas voltas do costume entre a Avenida da Liberdade, Rossio, Baixa e Chiado. Acabo por me perder entre estas ruas de sol a bater na calçada, mil pessoas e muitas e diferentes alternativas para perder [ou achar] a cabeça. Porque conheço os recantos desta meia dúzia de ruas [parecia-me], qual não foi o meu espanto quando a senhora do Centro Nacional de Cultura me disse ao telefone que "era mesmo ao lado do S. Luiz, até tem bandeiras à porta!" E eu feita tonta a pensar como era possível que nunca tivesse percebido que aquela porta antiga, a varanda de vitrais que eu adoro e o edifício embrulhado em azulejos era o CNC. Entretanto, já me redimi da falta e faço oficialmente parte da família desde hoje. Fiquei uma hora à conversa com a senhora da recepção [sei quantos filhos tem, no que trabalhava antes e mil outras coisas] e estou inscrita neste curso, para ficar pelo menos tão entendida no assunto como este cromo [hi, hi]... mais um motivo para me perder [ou achar] na minha Lisboa preferida.
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domingo, 14 de janeiro de 2007
A vida encolhe ou estica proporcionalmente à coragem de cada um. Anais Nin
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estava eu a pensar que bom, bom, era as minhas amigas lembrarem-se de vir beber um chá a meio da tarde com quem ainda tinha uma noitada de jornal pela frente, mesmo que só pudesse fugir por escassos minutos, quando recebo uma mensagem: "que tal irmos aí beber um chá contigo?" que bom não ter de dizer nada. vocês percebem-me sem palavras. aquele lanche rápido e o abraço a três souberam às mil maravilhas. jornal acabado, amanhã é dia de rambóia com dois dedos de reza pelo meio. eu vou...
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sábado, 13 de janeiro de 2007
Procura a maravilha. Onde um beijo sabe a barcos e bruma. No brilho redondo e jovem dos joelhos. Na noite inclinada de melancolia. Procura. Procura a maravilha. Eugénio de Andrade
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Quero, querido sussurrar-te um "quero tudo" ao teu ouvido tudo, contudo é bem pouco para o muito em que me desnudo Eu quero eu queria a lua eu quero a tua boca que eu quero tocar se estou já nua Eu quero a quimeraquem dera fosse a do ouro do teu olhar Eu quero a quimera do ouro brilhando à luz do teu olhar Quero, carente quero o zero da contagem decrescente Quebra limites leva a mão que te apetece aos apetites Eu quero a lua e Vénus quero ao menos toda a luz que o sol me traz quando nos vemos Eu quero a quimera quem derafosse a do ouro do teu olhar Eu quero a quimera do ouro brilhando à luz do teu olhar Quero a corola duma flor que se a desfolho me consola Rosas, hortensias são viçosas do teu corpo as aparências Eu quero pisar luas quero as tuas pernas com que a coisas lindas me habituas Eu quero a quimeraquem dera fosse a do ouro do teu olhar Eu quero a quimera do ouro brilhando à luz do teu olharSérgio Godinho
[O que tu te divertias quando eu dizia: "quero tudo". sabes que mais, ainda quero. por isso, começo e recomeço, procuro, batalho, sonho e viajo sem sair do mesmo sítio. não me chega "pouco", "nada", ou "um bocadinho". sei que o meu "tudo" está mesmo ali à frente. sabemos. até já vejo um raio de luz. será a quimera do ouro?
Quero-te bem. muito. e que no meu tudo esteja um pouco do teu, mesmo que nunca mais cruzes o meu caminho.]
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
 [prometo a mim própria pela milionésima vez que para a próxima faço tudo a tempo e horas. entretanto, passam-me pela cabeça mil assuntos sobre os quais não vou ter tempo de escrever e o chefe já brinca porque devo estar a deitar fumo... que seja branco, diz ele. e eu prometo outra vez. a 1001ª. mais logo estarei no 2, seja a que horas for, para afogar as mágoas de um trabalho que podia ter ficado bem melhor. tarde árdua se avizinha.]
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Amanhã, será um lindo diaDa mais louca alegriaQue se possa imaginarAmanhã, redobrada a forçaPra cima que não cessaHá-de vingarAmanhã, mais nenhum mistérioAcima do ilusórioO astro rei vai brilharAmanhã, a luminosidadeAlheia a qualquer vontadeHá-de imperar, há-de imperarAmanhã, está toda a esperançaPor menor que pareçaO que existe é pra festejarAmanhã, apesar de hojeSer a estrada que surgePra se trilharAmanhã, mesmo que uns não queiramSerá de outros que esperamVer o dia raiarAmanhã, ódios aplacadosTemores abrandadosSerá pleno, será plenoGuilherme Arantes* espero.
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
eu sigo com os pés nas nuvens e tu puxas-me à terra, umas vezes de gargalhada silenciosa, outras de voz dura, mas sempre sensata, com verdade, a abrir-me os olhos para o que é real. desta vez não posso desistir do sonho. ainda não.
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Que povo é este, teu e meu Onde passou deitou raíz? Mudou o mar, mudou o céu Onde não era amanhecer Fez do mundo o seu paísE o teu avô andou por lá A minha avó pôs cá o pé Nosso amor é todo mar Tens perfume de luar Tenho gosto de caféAmada de branca pele És nata no meu chamá Tem mais paladar que o mel Casar baunilha com chocolateGaivota branca foi achar Naquelas terras mais a sul Gente e doce e musical Que em seu canto tropical Pôs o sonho e o mar azulQuem temperou o nosso amor Feito à guitarra e violão No vai-vem da caravela Com pimenta e com canela Com jindo e açafrãoAmada de branca pele És nata no meu chamá Tem mais paladar que o mel Casar baunilha com chocolateQue povo é este que partiu E foi dobrar o Bojador? Este povo que sentiu o feitiço, o desafio De inventar um novo amorDas mãos unidas nasce a flor E cada beijo sabe a paz Quando a alma sente o amor Tenha o corpo qualquer cor Preto ou branco tanto fazQuando a alma sente o amor Tenha o corpo qualquer cor Preto ou branco tanto fazTó Cruz, Festival da Canção, 1995
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terça-feira, 9 de janeiro de 2007
"disse alguém, disse, que há bem no coração Um salão, um salão dourado onde o amor sempre dança"
[cá está ela! perguntaste qual a música que tinhas escolhido, provavelmente porque só eu saberia a resposta. vim para casa e pus a tocar todas as versões que tenho, mas falta-me a minha (e tua) preferida. lembrei-me de quando a pusemos em repeat no rádio do carro, de Sintra a Lisboa... e de Lisboa a Sintra, no dia daquela Festa. e cantámos como se não houvesse amanhã. gosto deste bocadinho que temos só os dois. de sonhar contigo um sonho envolto em música jazz. venha ela, que há ainda muito para cantar... e tocar, no teu piano maravilha.]
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
As nuvens são sombrias Mas, nos lados do sul, Um bocado do céu É tristemente azul.
Assim, no pensamento, Sem haver solução, Há um bocado que lembra Que existe o coração. E esse bocado é que é A verdade que está A ser beleza eterna Para além do que há. Fernando Pessoa
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chega de considerações e choraminguices. há um jornal para fazer e os "meus" dois homens estão doentes.
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obrigada por seres essa boneca com uma fatiota janota de braços abertos para mim. vou estar sempre por perto.
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 perdi-me. alguém me encontra?
entretanto, uma decisão: não fujo mais.
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fazes perguntas que me surpreendem de tão inspiradoramente diferentes. segredo para mim mesma que não sei responder [receio que um dia descubras] e quero que continues a perguntar. crescemos a compassos distintos mas na tua sede encontro o meu saciar. saberás responder quando for eu a fazer as perguntas?
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 [murro no estômago. e perceber que não é preciso falar outras línguas para não entender o que se comunica. entre tantos silêncios, diferenças entre o que se diz e o que se faz, uma torre de confusões e misturas de sentir. no fim, nesga de luz de coração grande, que compreende e se orienta pelas mesmas linhas. não estamos perdidos de todo. apenas falamos línguas diferentes.] * ou a vida
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domingo, 7 de janeiro de 2007
... nada que não se resolva com uma barrigada de chocolates e um moscatel dos bons. hummm...
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 "Uma mulher, ainda vestida com roupa de dormir e descansando sobre a almofada, parece perdida nos seus pensamentos - talvez recordando um encontro da véspera." waking, gravura japonesa sobre madeira, TORII KOTONDO
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sábado, 6 de janeiro de 2007
... andar às compras com vocês.
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P'ra frente é que é caminho!
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
  [Só tu para percorreres comigo as paredes daquela galeria. Explorámos cada detalhe, rimos de cada expressão, descobrimos cada pormenor, invejámos cada padrão de tecido... passámos duas horas entre mundos de sonho, porque vivemos também nós entre sonhos. Obrigada por fazeres parte do meu mundo. (porque só nós sabemos que as pessoas adultas também falam sobre coisas tontas)]
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quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
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[neste início de ano, uma vaga de amizade anda a encher-me o telemóvel de mensagens, o email de surpresas bonitas e o ouvido de conversas boas só para mim... continuem, que estes mimos dão-me forças para o tanto que tenho de pôr em marcha. para os AMIGOS, aquele abraço, que é diferente e especial para cada um. gosto-vos mil.]
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 ... é oferecerem-me o mar e o sol logo pela manhã ...
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quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
[Gosto de poemas pequeninos. Fico fascinada com a capacidade que os poetas têm de conseguir dizer tanto em apenas meia dúzia ou dúzia e meia de palavras. Era este o meu tema para a primeira tertúlia dos a.mar que não houve e hoje relembrei-o ao tentar convencer o Vitinho de que a poesia é a oitava maravilha do mundo. ele não ficou lá muito convencido, mas prometi que lhe enchia a caixa do correio de coisas bonitas até ele passar a gostar (hi, hi). aqui ficam alguns dos meus preferidos, os primeiros que vão direitinhos para o teu email] Espero sempre por ti o dia inteiro, Quando na praia sobe, de cinza e oiro, O nevoeiro E há em todas as coisas o agoiro De uma fantástica vinda.
Sophia de Mello Breyner
Para ser grande, sê inteiro, Põe quanto és no mínimo que fazes. Nada teu exagera ou exclui. Assim, em cada lago, a lua toda brilha porque alta vive.
Ricardo Reis
«Sempre», dizes, como se o tempo fosse para além do que somos, e o que somos não se perdesse em cada canto em que nos perdemos. Nuno Júdice Morrer de amor ao pé da tua boca
Desfalecer à pele do sorriso
Sufocar de prazer com o teu corpo
Trocar tudo por ti se for precisoMaria Teresa HortaEsta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno e quase ia morrendo com o receio de que ele não te coubesse no dedo Jorge de Sousa BragaQuem foi que à tua pele conferiu esse papel de mais que tua pele ser pele da minha peleDavid Mourão-Ferreira
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 [recebi esta mensagem do Thierry na caixa do mail. Sabe bem reconhecer algumas caras, sentimentos e sons que sabemos estar lá. Mesmo que ele não me conheça, o Onda tem este cuidar de nós que cai maravilhosamente bem. Foi uma descoberta de 2006 e hei-de voltar mil vezes. Porque me sinto em casa e faço já parte da família.]
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Envolvamo-nos em brumas que de chuva estamos já fartos. Eu e tu, e a claridade dos dias maiores que nós.
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 A mãe encheu a janela de amores-perfeitos, as minhas flores favoritas. Uns são roxos escuros, outros cor de ameixa, mas os que eu gosto mais são os que saem surpreendentemente diferentes: têm três petalas amarelas e duas roxas. Abraço a mãe e não sei se ela é amarela ou roxa, mas sei que esta mistura de braços e beijos é perfeita.
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terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Pelo Sonho é que vamos, comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não haja frutos, pelo sonho é que vamos. Basta a fé no que temos, Basta a esperança naquilo que talvez não teremos. Basta que a alma demos, com a mesma alegria, ao que desconhecemos e ao que é do dia-a-dia. Chegamos? Não chegamos? - Partimos. Vamos. Somos. Sebastião da Gama[à minha amiga de todas as horas, que me enviou a primeira e melhor mensagem do dia. quanto mais não seja, teremos os sonhos e nós... partimos, vamos e somos.]
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... a tua felicidade é palpável. Brilham-te os olhos e dança-te o corpo todo, num movimento a dois. Tu [e tu] mereces o mundo.
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Já alguém sentiu a loucura vestir de repente o nosso corpo? Já. E tomar a forma dos objectos? Sim. E acender relâmpagos no pensamento? Também. E às vezes parecer ser o fim? Exactamente. E depois mostrar-nos o que há-de vir muito melhor do que está? E dar-nos a cheirar uma cor que nos faz seguir viagem sem paragem nem resignação? E sentirmo-nos empurrados pelos rins na aula de descer abismos e fazer dos abismos descidas de recreio e covas de encher novidade? E de uns fazer gigantes e de outros alienados? E fazer frente ao impossível atrevidamente e ganhar-lhe, e ganhar-lhe ao ponto do impossível ficar possível? E quando tudo parece perfeito poder-se ir ainda mais além? E isto de desencantar vidas aos que julgam que a vida é só uma? E isto de haver sempre ainda mais uma maneira para tudo? Tu só, loucura, és capaz de transformar o mundo tantas vezes quantas sejam as necessárias para olhos individuais. Só tu és capaz de fazer que tenham razão tantas razões que hão-de viver juntas. Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta. Só tu tens asas para darA quem tas vier buscar.José de Almada Negreiros
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Com um brilhozinho nos olhos e a saia rodada escancaraste a porta do bar trazias o cabelo aos ombros passeando de cá para lá como as ondas do mar. Conheço tão bem esses olhos e nunca me enganam, o que é que aconteceu, diz lá é que hoje fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há. Com um brilhozinho nos olhos metemos o carro muito à frente, muito à frente dos bois ou seja, fizemos promessas trocamos retratos trocamos projectos os dois trocamos de roupa, trocamos de corpo, trocamos de beijos, tão bom, é tão bom e com um brilhozinho nos olhos tocamos guitarra p'lo menos a julgar pelo som E que é que foi que ele disse? E que é que foi que ele disse? Hoje soube-me a pouco. Hoje soube-me a pouco. Hoje soube-me a pouco. Hoje soube-me a pouco. passa aí mais um bocadinho que estou quase a ficar louco Hoje soube-me a tanto Hoje soube-me a tanto Hoje soube-me a tanto Hoje soube-me a tanto portanto, hoje soube-me a pouco Com um brilhozinho nos olhos corremos os estores pusemos a rádio no "on" acendemos a já costumeira velinha de igreja pusemos no "off" o telefone e olha, não dá p'ra contar mas sei que tu sabes daquilo que sabes que eu sei e com um brilhozinho nos olhos ficamos parados depois do que não te contei Com um brilhozinho nos olhos dissemos, sei lá o que nos passou pela tola do estilo és o "number one" dou-te vinte valores és um treze no totobola e às duas por três bebemos um copo fizemos o quatro e pintámos o sete e com um brilhozinho nos olhos ficamos imóveis a dar uma de "tête a tête" E que é que foi que ele disse? E que é que foi que ele disse? Hoje soube-me a pouco. Hoje soube-me a pouco. Hoje soube-me a pouco. Hoje soube-me a pouco. passa aí mais um bocadinho que estou quase a ficar louco Hoje soube-me a tanto Hoje soube-me a tanto Hoje soube-me a tanto Hoje soube-me a tanto portanto, hoje soube-me a pouco E com um brilhozinho nos olhos tentamos saber para lá do que muito se amou quem éramos nós quem queríamos ser e quais as esperanças que a vida roubou e olhei-o de longe e mirei-o de perto que quem não vê caras não vê corações com um brilhozinho nos olhos guardei um amigo que é coisa que vale milhões. E que é que foi que ele disse? E que é que foi que ele disse? Hoje soube-me a pouco. Hoje soube-me a pouco. Hoje soube-me a pouco. Hoje soube-me a pouco. passa aí mais um bocadinho que estou quase a ficar louco Hoje soube-me a tanto Hoje soube-me a tanto Hoje soube-me a tanto Hoje soube-me a tanto portanto, hoje soube-me a pouco
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segunda-feira, 1 de janeiro de 2007
... enquanto houver amigos... ... enquanto houver pessoas bonitas para beijar e abraçar... ... enquanto houver sangria de champanhe e morangos... ... enquanto houver crumble de maçã com gelado de baunilha... ... enquanto houver mulheres lindas de saltos altos e homens de boxers... ... enquanto houver risos até doer a barriga... ... enquanto houver abraços que fazem chorar de tão bons... ... enquanto houver umas mãos fantásticas para nos arranjar o cabelo... ... enquanto houver quem nos pinte as unhas... ... enquanto houver mensagens que nos fazem dar gargalhadas... ... enquanto houver uma mesa farta... ... enquanto houver dormir ao molho... ... enquanto houver ronha pela manhã... ... enquanto houver copos de leite e torradas com manteiga... ... enquanto houver música para dançar... ... enquanto houver telefonemas que enchem o peito... ... enquanto houver karaoke... ... enquanto houver jantares com o que sobra... ... enquanto houver olhar em volta e ver família... ... enquanto houver sentimentos verdadeiros... ... enquanto houver jogos que fazem rir... ... enquanto houver quem me agarre pela mão...... vale a pena celebrar um novo ano.
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