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Um pouco mais de sol... eu era brasa.

Tu és todos os livros, todos os mares, todos os rios, todos os lugares. Todos os dias, todo o pensamento e todas as horas... Tu és todos os sábados, e todas as manhãs. Tu és todos os lábios, todas as certezas, todos os beijos... Tu és todas as noites em todos os quartos, todos os ventos em todos os barcos. Todos os dias em toda a cidade... Tu és só o começo de todos os fins. Tu és todos os sons de todo o silêncio, por isso eu te espero, te quero e te penso.
 

ao alcance de um botão

domingo, 28 de janeiro de 2007

poder andar com um mp3 atrás trouxe-me todo um novo mundo de hipóteses. pois, eu sei que para todos os utilizadores já mais que batidos no assunto, que ainda por cima têm um espaço de armazenamento multiplicado por mil vezes em relação ao meu, isto se torna ridículo, mas apesar de não ter descoberto a pólvora, queria só dizer que é maravilhoso poder escolher cerca de 50 músicas à minha maneira, fazendo uma colectânea especial todos os dias. agora, saio para o trabalho envolta numa banda sonora só minha e sigo por aí com uma diversidade que me caracteriza, em músicas seleccionadas uma a uma.

gosto particularmente de adormecer a descobrir pormenores novos em músicas ouvidas tantas vezes, letras que nunca tinha escutado com atenção e novidades que passam a estar no meu rol de preferidas. é o caso da música abaixo, que faz parte da minha selecção desde o primeiro dia, posta ao acaso, e que ainda não consegui tirar de tão linda que é. dedico-a a vocês hoje, porque só assim o amor vale a pena.

Paradise can not refuse us
Never such a happy pair

Everybody must excuse us
If we walk on air

All the shadows now will lose us
Lucky stars are everywhere

As a happy being
Here's what I'm forseeing

For you, for me, for evermore
It's bound to be for evermore

It's plain to see
We found, by finding each other

The love we waited for
I'm yours, you're mine

And in our hearts
The happy ending starts

What a lovely world
This world will be

With a world of love in store
For you, for me, for evermore.

pela voz inconfundível de Ella Fitzgerald

fenómeno do Entroncamento

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

aos 28 anos...

... está-me a nascer o dente do ciso.

[pode ser que ganhe juízo]

Conversão

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Naqueles dias, Paulo disse ao povo: «Eu sou judeu e nasci em Tarso da Cilícia. Fui, porém, educado nesta cidade de Jerusalém e recebi na escola de Gamaliel uma formação estritamente fiel à Lei dos nossos pais. Era tão zeloso no serviço de Deus, como vós todos sois hoje.
Persegui até à morte este Caminho, algemando e metendo na prisão homens e mulheres, como podem testemunhar o Sumo Sacerdote e todo o Senado. Recebi até, da parte deles, cartas para os irmãos de Damasco e para lá me dirigi, com a missão de trazer algemados os que lá estivessem, a fim de serem castigados em Jerusalém.
Sucedeu, porém, que, no caminho, ao aproximar-me de Damasco, por volta do meio-dia, de repente brilhou ao redor de mim uma intensa luz vinda do Céu. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, porque Me persegues?’. Eu perguntei: ‘Quem és Tu, Senhor?’. E Ele respondeu-me: ‘Eu sou Jesus Nazareno, a quem tu persegues’.
Os meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. Então perguntei: ‘Que hei-de fazer, Senhor?’. E o Senhor disse-me: ‘Levanta-te e vai a Damasco. Lá te dirão tudo o que deves fazer’.
Como eu deixei de ver, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pelas mãos dos meus companheiros. Entretanto, veio procurar-me certo Ananias, homem piedoso segundo a Lei e de boa fama entre todos os judeus que ali viviam.
Ele veio ao meu encontro e, ao chegar junto de mim, disse-me: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista’. E, no mesmo instante, pude vê-lo. Ele acrescentou: ‘O Deus dos nossos pais destinou-te para conheceres a sua vontade, para veres o Justo e ouvires a voz da sua boca.
Tu serás sua testemunha diante de todos os homens, acerca do que viste e ouviste.
Agora, porque esperas?
Levanta-te, recebe o baptismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome’».

in Actos dos Apóstolos



o que vos apeteceria se chegassem a casa depois de um debate sobre requalificação urbana?

chocolate.

e o que fariam se, ao abrir o armário, a mãe tivesse comprado uma enorme variedade e fosse difícil escolher?

comia um de cada.

pois, foi o que eu fiz.

[ainda bem que nos entendemos.]

Paris Je T'Aime

terça-feira, 23 de janeiro de 2007



"Há momentos em que a vida pede uma mudança. É como as estações. A nossa Primavera foi maravilhosa. Mas o Verão acabou. Há muito tempo. E perdemos o Outono. Agora, de repente, está frio, tanto frio que tudo gela. O meu coração parou. O nosso amor adormeceu, foi surpreendido pela neve. E aqueles que adormecem na neve, não se apercebem da morte. Fica bem."

Foi difícil escolher, mas esta é a minha história preferida do filme, a de Faubourg Saint-Denis, do realizador Tom Tykwer. É lindíssima, tem uma realização fantástica e acaba bem, como se quer. Se quiserem, podem ver também as minhas outras preferidas: Pigalle, Bastille, Le Marais, Quais de Seine, Montmartre, Place des fêtes, Père-Lachaise e Quartier Latin. (vendo bem, são quase todas)

[Um filme sobre as várias formas do amor: imenso, ou a falta dele, inícios, recomeços e fins, encontros inesperados, alegria, separações, segredos, pessoas e o desconhecido. numa só cidade.]

acordo ou durmo?



sonho de resgate, serra, abraço, lábios e pele, nos escassos minutos entre o toque do despertador e o acordar em sobressalto com o chamar da mãe.

não me lembro da última vez que sonhei, mas deste sinto-lhe todos os segundos, como se não soubesse muito bem se seria sonho ou real. talvez fosse o coração a querer falar, talvez.

Três poemas

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

DO AMOR I

A névoa disse à árvore:
tu, cedro, perdes a tua forma,
se eu te abraço.

Disse o cedro: o Sol ama-me mais,
toma o meu corpo inteiro no seu corpo
e dá-lhe ser, figura.


Só a rajada de vento
dá o som lírico
às pás do moinho
Só as coisas trocadas
pelo amor das outras
têm voz

Amor é o olhar total, que nunca pode
ser cantado nos poemas ou na música,
porque é tão-só próprio e bastante,
em si mesmo absoluto táctil,
que me cega, como a chuva cai
na minha cara, de faces nuas,
oferecidas sempre à àgua.

Fiama Hasse Pais Brandão

Para pensar e rezar esta semana



Por vezes, na escola, usávamos uma palavra para descrever uma coisa boa - podia ser um bolo, um bom jogo de futebol, ou uma rapariga de que gostávamos. "É uma dádiva". Aplica-se ao que temos esta semana, um ano a começar, 2007.
É uma dádiva de Deus, diferente para cada um de nós. O Senhor olha para cada um como olhava para Pedro, Tiago ou para os outros, que disseram: "Deixámos tudo para Te seguir. E agora?" Nós fizemos o mesmo e o Senhor tem um futuro para nós.

Surpresa!

domingo, 21 de janeiro de 2007

Assim, por razão nenhuma em especial, a Dé chegou-se bem perto e segredou-me ao ouvido: "deixei-te uma coisinha na mala". Fiquei curiosa e corri a ver o que se tinha lembrado desta vez. O leitor de mp3 caiu-me nas mãos. Há presentes que são tão maravilhosos não pela sua utilidade mas pelo que representam. Este significa que a Dé me conhece tanto, sabe que a música tem um papel crucial na minha vida, que vivo numa imensa banda sonora, mas que vou para todo o lado com o peso do meu leitor de cds carregado até não poder mais. Já vi preços dos leitores pequenos, grandes e médios, mas acabo sempre por gastar o meu dinheiro noutras coisas que me parecem mais úteis e menos dispendiosas. E a Dé, num gesto tão simples, encheu a minha vida de tanta música ao alcance de um toque, na minha pen pequenina. Amanhã vai sair carregada de Ella (para entrar no espírito) e Djavan, a relembrar a nossa noite de sexta. Obrigada. Este quente no coração vai ficar muito além dos milhares de canções que vão passar no meu novo leitor de mp3.

Noite de ontem: Júlio Resende Quarteto

sábado, 20 de janeiro de 2007


"Esta formação tem um só som. Existe uma partilha que vem do prazer que têm em tocar juntos. As composições são originais, intercaladas pelos sempre bons "standards". O Ondajazz já os recebeu, várias vezes, com muito agrado, numa visita ao universo musical das composições de Júlio Resende e a standards enérgicos que foram de Herbie a Miles ou Charlie Chaplin... Jazz! Um repertório aberto, melódico e muito envolvente. Privilegiam o calor das notas, dos sons e sabem dar prazer na escuta dos temas"
in Onda Jazz

[substitua-se a menina da voz por um rapaz que toca saxofone de uma forma alternativa e tem-se o quarteto de ontem, se bem que me parece que muita gente teria preferido o canto ao instrumento de sopro... eu continuo apaixonada pelo som do melhor baterista do país e, por mim, podia até estar sozinho, mas o prof de piano e o rapaz do violão (ops, contrabaixo) fizeram desta uma óptima noite de jazz instrumental]

Fascinação

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007


Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelos ergui
E no teu olhar, tonto de emoção
Com sofreguidão mil venturas previ
O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende
Me enebria, entontece
És fascinação, amor...
[A Elis sempre foi uma das minhas cantoras preferidas. Umas vezes de voz forte, outras tão frágil, conseguia fazer o que queria do instrumento/dom que Deus lhe deu. Faz hoje 25 anos que faleceu, ainda tão nova, aos 31. Soube só agora que tinha trato difícil, exigia sempre mais e melhor de si e dos músicos que a acompanhavam, até à exaustão. Talvez esteja aí o segredo. Apesar do incrível talento, o saber que se pode ultrapassar limites. (queria pôr o vídeo da minha música preferida, mas entre tantos, não há um só com o tema Fascinação. podem ouvi-lo aqui, basta clicar no nome.)]

Pequenos prazeres



Sentamo-nos. Normalmente sempre na mesma mesa. Não precisamos de pedir porque o senhor dos óculos já sabe que é um café (ou dois) e outro "sem princípio" para a mãe. Nunca se esquece do meu copo de água e nem nos passa o papel com o valor a pagar, como com as pessoas que não conhece. Chegamos ao balcão, dizemos o que consumimos e pagamos exactamente isso. Às vezes trazemos pão, ou uma caixa de bolos e o senhor que recebe o dinheiro nem faz ideia do que vem dentro do saco. Confia. Acontece num café em Mem Martins por onde passam centenas de pessoas, todos os dias. E sinto-me como numa aldeia pequena onde ainda sabem quem sou. O café não é sempre bom, mas a atenção faz a diferença.

Espelho

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Recomeçar

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Recomeça ...
Se puderes,
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
do futuro,
Dá-os em liberdade
Enquanto não alcances,
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

Miguel Torga

[Para ti. faz 12 anos da morte de Miguel Torga.
E as palavras que deixou continuam a fazer o mesmo sentido. Recomecemos.]

as frases do Ramón



Como dava beijos lentos, duravam-lhe mais os amores.
*
Escrever é que nos deixem rir e chorar sozinhos.
*
Olharam-se de janela a janela em dois comboios que iam em direcções opostas, mas tal é a força do amor que logo os dois comboios se puseram a andar para o mesmo lado.
*
O primeiro beijo é um roubo.
*
A estrela cadente é uma malha que cai na meia da noite.
*
Aquela mulher olhou-me como se eu fosse um táxi livre.
*
Mexia nas chaves dentro do bolso para chegar mais depressa a casa.
*
Quando sentimos um pé frio e outro quente, suspeitamos que um dos dois não é nosso.
*
Se não fôssemos mortais, não podíamos chorar.
*
O mar só vê viajar: ele nunca viajou.
*
O arco-íris é o cachecol do céu.
[Na minha paixão por poemas pequenos encontrei as frases do Ramón Gómez de la Serna. Com mais de 200 obras editadas, entre biografias, romances, ensaios e crónicas, foi às Greguerías que se dedicou com mais afinco.
Não há uma tradução certa para greguerías, uma palavra inventada pelo próprio. São frases curtas, algumas com humor, outras cheias de verdade, metáforas da vida escritas com mestria em poucas palavras. O Ramón, bon vivant, viajante e de bem com a vida, cedo percebeu que há frases que transbordam poesia e que não há nada de mais poético que a vida.
Então, pôs toda a sua incrível capacidade de escrita nestas frases simples e fê-lo por mais de 50 anos.
Encontrei uma selecção de Jorge Silva Melo entre os preços mínimos da Fnac, nas promoções da Assírio & Alvim, quando já pensava que os saldos de livros deste ano deixavam muito a desejar. Transcrevo algumas das minhas greguerías favoritas, mas são tantas e tão divertidas, algumas, outras que fazem pensar, que as vou saboreando aos poucos, entre outras leituras.]

Nova Lx

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Farto-me de dizer que adoro Lisboa, mas quem me conhece mais de perto sabe que por Lisboa me refiro habitualmente às minhas voltas do costume entre a Avenida da Liberdade, Rossio, Baixa e Chiado. Acabo por me perder entre estas ruas de sol a bater na calçada, mil pessoas e muitas e diferentes alternativas para perder [ou achar] a cabeça.
Porque conheço os recantos desta meia dúzia de ruas [parecia-me], qual não foi o meu espanto quando a senhora do Centro Nacional de Cultura me disse ao telefone que "era mesmo ao lado do S. Luiz, até tem bandeiras à porta!" E eu feita tonta a pensar como era possível que nunca tivesse percebido que aquela porta antiga, a varanda de vitrais que eu adoro e o edifício embrulhado em azulejos era o CNC.
Entretanto, já me redimi da falta e faço oficialmente parte da família desde hoje. Fiquei uma hora à conversa com a senhora da recepção [sei quantos filhos tem, no que trabalhava antes e mil outras coisas] e estou inscrita neste curso, para ficar pelo menos tão entendida no assunto como este cromo [hi, hi]... mais um motivo para me perder [ou achar] na minha Lisboa preferida.

domingo, 14 de janeiro de 2007

A vida encolhe ou estica proporcionalmente à coragem de cada um.

Anais Nin

Entendimento sem palavras



estava eu a pensar que bom, bom, era as minhas amigas lembrarem-se de vir beber um chá a meio da tarde com quem ainda tinha uma noitada de jornal pela frente, mesmo que só pudesse fugir por escassos minutos, quando recebo uma mensagem: "que tal irmos aí beber um chá contigo?"

que bom não ter de dizer nada. vocês percebem-me sem palavras. aquele lanche rápido e o abraço a três souberam às mil maravilhas. jornal acabado, amanhã é dia de rambóia com dois dedos de reza pelo meio. eu vou...

sábado, 13 de janeiro de 2007

Procura a maravilha.

Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.

No brilho redondo
e jovem dos joelhos.

Na noite inclinada
de melancolia.

Procura.

Procura a maravilha.

Eugénio de Andrade

Quero tudo!



Quero, querido
sussurrar-te um "quero tudo" ao teu ouvido

tudo, contudo
é bem pouco para o muito em que me desnudo

Eu quero
eu queria a lua
eu quero a tua boca
que eu quero tocar se estou já nua

Eu quero a quimera
quem dera
fosse a do ouro do teu olhar

Eu quero a quimera do ouro
brilhando à luz do teu olhar

Quero, carente
quero o zero da contagem decrescente

Quebra limites
leva a mão que te apetece aos apetites

Eu quero a lua e Vénus
quero ao menos
toda a luz que o sol me traz quando nos vemos

Eu quero a quimera
quem dera
fosse a do ouro do teu olhar

Eu quero a quimera do ouro
brilhando à luz do teu olhar

Quero a corola duma flor
que se a desfolho me consola

Rosas, hortensias
são viçosas do teu corpo as aparências

Eu quero pisar luas
quero as tuas pernas
com que a coisas lindas me habituas

Eu quero a quimera
quem dera
fosse a do ouro do teu olhar

Eu quero a quimera do ouro
brilhando à luz do teu olhar

Sérgio Godinho

[O que tu te divertias quando eu dizia: "quero tudo". sabes que mais, ainda quero. por isso, começo e recomeço, procuro, batalho, sonho e viajo sem sair do mesmo sítio. não me chega "pouco", "nada", ou "um bocadinho". sei que o meu "tudo" está mesmo ali à frente. sabemos.
até já vejo um raio de luz. será a quimera do ouro?

Quero-te bem. muito. e que no meu tudo esteja um pouco do teu, mesmo que nunca mais cruzes o meu caminho.]

Ahhhhhhh!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

[prometo a mim própria pela milionésima vez que para a próxima faço tudo a tempo e horas.
entretanto, passam-me pela cabeça mil assuntos sobre os quais não vou ter tempo de escrever e o chefe já brinca porque devo estar a deitar fumo... que seja branco, diz ele.
e eu prometo outra vez. a 1001ª.
mais logo estarei no 2, seja a que horas for, para afogar as mágoas de um trabalho que podia ter ficado bem melhor. tarde árdua se avizinha.]

Será? *

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007


















Amanhã, será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar

Amanhã, redobrada a força
Pra cima que não cessa
Há-de vingar

Amanhã, mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar

Amanhã, a luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há-de imperar, há-de imperar

Amanhã, está toda a esperança
Por menor que pareça
O que existe é pra festejar

Amanhã, apesar de hoje
Ser a estrada que surge
Pra se trilhar

Amanhã, mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar

Amanhã, ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno, será pleno

Guilherme Arantes

* espero.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

eu sigo com os pés nas nuvens e tu puxas-me à terra, umas vezes de gargalhada silenciosa, outras de voz dura, mas sempre sensata, com verdade, a abrir-me os olhos para o que é real.
desta vez não posso desistir do sonho. ainda não.

Baunilha com Chocolate






























Que povo é este, teu e meu
Onde passou deitou raíz?
Mudou o mar, mudou o céu
Onde não era amanhecer
Fez do mundo o seu país


E o teu avô andou por lá
A minha avó pôs cá o pé
Nosso amor é todo mar
Tens perfume de luar
Tenho gosto de café


Amada de branca pele
És nata no meu chamá
Tem mais paladar que o mel
Casar baunilha com chocolate


Gaivota branca foi achar
Naquelas terras mais a sul
Gente e doce e musical
Que em seu canto tropical
Pôs o sonho e o mar azul


Quem temperou o nosso amor
Feito à guitarra e violão
No vai-vem da caravela
Com pimenta e com canela
Com jindo e açafrão


Amada de branca pele
És nata no meu chamá
Tem mais paladar que o mel
Casar baunilha com chocolate


Que povo é este que partiu
E foi dobrar o Bojador?
Este povo que sentiu o feitiço, o desafio
De inventar um novo amor


Das mãos unidas nasce a flor
E cada beijo sabe a paz
Quando a alma sente o amor
Tenha o corpo qualquer cor
Preto ou branco tanto faz


Quando a alma sente o amor
Tenha o corpo qualquer cor
Preto ou branco tanto faz


Tó Cruz, Festival da Canção, 1995

All of me

terça-feira, 9 de janeiro de 2007


"disse alguém, disse, que há bem no coração
Um salão, um salão dourado onde o amor sempre dança"


[cá está ela! perguntaste qual a música que tinhas escolhido, provavelmente porque só eu saberia a resposta. vim para casa e pus a tocar todas as versões que tenho, mas falta-me a minha (e tua) preferida. lembrei-me de quando a pusemos em repeat no rádio do carro, de Sintra a Lisboa... e de Lisboa a Sintra, no dia daquela Festa. e cantámos como se não houvesse amanhã. gosto deste bocadinho que temos só os dois. de sonhar contigo um sonho envolto em música jazz. venha ela, que há ainda muito para cantar... e tocar, no teu piano maravilha.]

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

As nuvens são sombrias
Mas, nos lados do sul,
Um bocado do céu
É tristemente azul.

Assim, no pensamento,
Sem haver solução,
Há um bocado que lembra
Que existe o coração.
E esse bocado é que é
A verdade que está
A ser beleza eterna
Para além do que há.

Fernando Pessoa



chega de considerações e choraminguices.
há um jornal para fazer e os "meus" dois homens estão doentes.



obrigada por seres essa boneca com uma fatiota janota de braços abertos para mim.

vou estar sempre por perto.

Desorientações (ou não)



perdi-me. alguém me encontra?

entretanto, uma decisão: não fujo mais.



fazes perguntas que me surpreendem de tão inspiradoramente diferentes. segredo para mim mesma que não sei responder [receio que um dia descubras] e quero que continues a perguntar. crescemos a compassos distintos mas na tua sede encontro o meu saciar. saberás responder quando for eu a fazer as perguntas?

Babel *




[murro no estômago. e perceber que não é preciso falar outras línguas para não entender o que se comunica. entre tantos silêncios, diferenças entre o que se diz e o que se faz, uma torre de confusões e misturas de sentir. no fim, nesga de luz de coração grande, que compreende e se orienta pelas mesmas linhas. não estamos perdidos de todo. apenas falamos línguas diferentes.]

* ou a vida

Estou outra vez de molho...

domingo, 7 de janeiro de 2007

... nada que não se resolva com uma barrigada de chocolates e um moscatel dos bons. hummm...

Acordar



"Uma mulher, ainda vestida com roupa de dormir e descansando sobre a almofada, parece perdida nos seus pensamentos - talvez recordando um encontro da véspera."




















waking, gravura japonesa sobre madeira, TORII KOTONDO

Manhã de coisas boas...

sábado, 6 de janeiro de 2007

... andar às compras com vocês.



P'ra frente é que é caminho!

Mundos de Sonho

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007












[Só tu para percorreres comigo as paredes daquela galeria. Explorámos cada detalhe, rimos de cada expressão, descobrimos cada pormenor, invejámos cada padrão de tecido... passámos duas horas entre mundos de sonho, porque vivemos também nós entre sonhos. Obrigada por fazeres parte do meu mundo. (porque só nós sabemos que as pessoas adultas também falam sobre coisas tontas)]

Song For A Friend

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007



[só para ti]

Convite...



... aceite!



[neste início de ano, uma vaga de amizade anda a encher-me o telemóvel de mensagens, o email de surpresas bonitas e o ouvido de conversas boas só para mim... continuem, que estes mimos dão-me forças para o tanto que tenho de pôr em marcha. para os AMIGOS, aquele abraço, que é diferente e especial para cada um. gosto-vos mil.]

Um bom começo de dia...




... é oferecerem-me o mar e o sol logo pela manhã ...

dizer maravilhas em poucas palavras

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

[Gosto de poemas pequeninos. Fico fascinada com a capacidade que os poetas têm de conseguir dizer tanto em apenas meia dúzia ou dúzia e meia de palavras. Era este o meu tema para a primeira tertúlia dos a.mar que não houve e hoje relembrei-o ao tentar convencer o Vitinho de que a poesia é a oitava maravilha do mundo. ele não ficou lá muito convencido, mas prometi que lhe enchia a caixa do correio de coisas bonitas até ele passar a gostar (hi, hi). aqui ficam alguns dos meus preferidos, os primeiros que vão direitinhos para o teu email]

Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.


Sophia de Mello Breyner

Para ser grande, sê inteiro,
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Nada teu exagera ou exclui.
Assim, em cada lago,
a lua toda brilha porque alta vive.

Ricardo Reis
«Sempre», dizes, como se o tempo
fosse para além do que somos,
e o que somos não se perdesse
em cada canto em que nos perdemos.
Nuno Júdice

Morrer de amor
ao pé da tua boca

Desfalecer
à pele
do sorriso

Sufocar
de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso


Maria Teresa Horta

Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno
e quase ia morrendo com o receio de que ele
não te coubesse no dedo

Jorge de Sousa Braga

Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
de mais que tua pele ser pele da minha pele


David Mourão-Ferreira

Ondas de jazz




[recebi esta mensagem do Thierry na caixa do mail. Sabe bem reconhecer algumas caras, sentimentos e sons que sabemos estar lá. Mesmo que ele não me conheça, o Onda tem este cuidar de nós que cai maravilhosamente bem. Foi uma descoberta de 2006 e hei-de voltar mil vezes. Porque me sinto em casa e faço já parte da família.]



Envolvamo-nos em brumas que de chuva estamos já fartos.
Eu e tu, e a claridade dos dias maiores que nós.



A mãe encheu a janela de amores-perfeitos, as minhas flores favoritas. Uns são roxos escuros, outros cor de ameixa, mas os que eu gosto mais são os que saem surpreendentemente diferentes: têm três petalas amarelas e duas roxas. Abraço a mãe e não sei se ela é amarela ou roxa, mas sei que esta mistura de braços e beijos é perfeita.

Sonhamos

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

[à minha amiga de todas as horas, que me enviou a primeira e melhor mensagem do dia. quanto mais não seja, teremos os sonhos e nós... partimos, vamos e somos.]

E no meio de tudo...



... a tua felicidade é palpável.

Brilham-te os olhos e dança-te o corpo todo, num movimento a dois.

Tu [e tu] mereces o mundo.

Cá entre nós



Ainda não viste nada.

Reconhecimento à Loucura



Já alguém sentiu a loucura vestir de repente o nosso corpo?
Já.
E tomar a forma dos objectos?
Sim.
E acender relâmpagos no pensamento?
Também.
E às vezes parecer ser o fim?
Exactamente.
E depois mostrar-nos o que há-de vir
muito melhor do que está?
E dar-nos a cheirar uma cor
que nos faz seguir viagem
sem paragem nem resignação?
E sentirmo-nos empurrados pelos rins
na aula de descer abismos
e fazer dos abismos descidas de recreio
e covas de encher novidade?
E de uns fazer gigantes
e de outros alienados?
E fazer frente ao impossível
atrevidamente
e ganhar-lhe, e ganhar-lhe
ao ponto do impossível ficar possível?
E quando tudo parece perfeito
poder-se ir ainda mais além?
E isto de desencantar vidas
aos que julgam que a vida é só uma?
E isto de haver sempre ainda mais uma maneira para tudo?

Tu só, loucura, és capaz de transformar
o mundo tantas vezes
quantas sejam as necessárias para olhos individuais.
Só tu és capaz de fazer que tenham razão
tantas razões que hão-de viver juntas.
Tudo, excepto tu, é rotina peganhenta.
Só tu tens asas para dar
A quem tas vier buscar.

José de Almada Negreiros

Apetece cantar



Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa
no mundo não há.
Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro
muito à frente, muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
trocamos projectos os dois
trocamos de roupa, trocamos de corpo,
trocamos de beijos, tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra
p'lo menos a julgar pelo som
E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
portanto,
hoje soube-me a pouco
Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no "off" o telefone
e olha, não dá p'ra contar
mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados
depois do que não te contei
Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola
do estilo és o "number one"
dou-te vinte valores
és um treze no totobola
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de "tête a tête"
E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
portanto,
hoje soube-me a pouco
E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser
e quais as esperanças
que a vida roubou
e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.
E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
Hoje soube-me a tanto
portanto,
hoje soube-me a pouco

Viva 2007!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

... enquanto houver amigos...
... enquanto houver pessoas bonitas para beijar e abraçar...
... enquanto houver sangria de champanhe e morangos...
... enquanto houver crumble de maçã com gelado de baunilha...
... enquanto houver mulheres lindas de saltos altos e homens de boxers...
... enquanto houver risos até doer a barriga...
... enquanto houver abraços que fazem chorar de tão bons...
... enquanto houver umas mãos fantásticas para nos arranjar o cabelo...
... enquanto houver quem nos pinte as unhas...
... enquanto houver mensagens que nos fazem dar gargalhadas...
... enquanto houver uma mesa farta...
... enquanto houver dormir ao molho...
... enquanto houver ronha pela manhã...
... enquanto houver copos de leite e torradas com manteiga...
... enquanto houver música para dançar...
... enquanto houver telefonemas que enchem o peito...
... enquanto houver karaoke...
... enquanto houver jantares com o que sobra...
... enquanto houver olhar em volta e ver família...
... enquanto houver sentimentos verdadeiros...
... enquanto houver jogos que fazem rir...
... enquanto houver quem me agarre pela mão...


... vale a pena celebrar um novo ano.
 
   





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