Um pouco mais de sol... eu era brasa.Tu és todos os livros,
todos os mares,
todos os rios,
todos os lugares.
Todos os dias,
todo o pensamento e todas as horas...
Tu és todos os sábados,
e todas as manhãs.
Tu és todos os lábios,
todas as certezas,
todos os beijos...
Tu és todas as noites
em todos os quartos,
todos os ventos
em todos os barcos.
Todos os dias
em toda a cidade...
Tu és só o começo
de todos os fins.
Tu és todos os sons
de todo o silêncio,
por isso eu te espero,
te quero e te penso. |
E vão crescendo...terça-feira, 31 de outubro de 2006Pequenita para nós, mas maior que todos os outros, de lenço amarelo e cara bolachuda, andava sempre à nossa volta a fazer perguntas. Queria saber tudo! Fazia uma expressão de quem não estava a perceber mas mesmo assim continuava a perguntar e não aceitava respostas a despachar. Não tinha paciência para os outros pequenos como ela. Os grandes é que lhe faziam brilhar os olhos... e os grandes lá iam respondendo a ver se ela se cansava de perguntar. E vinha de novo, como quem sabe que o mundo tem tanto por descobrir! Faz 16 anos hoje, a nossa pequenita. Cresceu e tornou-se uma mulher linda, que acredita tanto, e que continua a fazer perguntas. Mas já tem tantas respostas! E agora é ela que vai dizendo a quem quer ouvir coisas bonitas do mundo que descobriu. Os olhos, esses, continuam a brilhar. (Parabéns, Maffy!) Estávamos todos sentados no chão, naquele primeiro dia. Eu tinha ido a medo, conhecer aqueles meninos que não sabiam grande coisa de escutismo, que ainda não tinham uniforme, que queriam tanto aprender... Para eles era tudo novidade e era tão bom! Dava gosto fazer um jogo, ensinar uma canção nova. Ele sentou-se ao meu lado, num misto de ansiedade e coragem. Era um dos mais voluntariosos, estava sempre pronto para a brincadeira, tinha sempre uma palavra a dizer. E perguntou: "vieste para ficar?" E eu, que ía com todas as certezas para dizer que não, olhei aquela cara bonita emoldurada por um cabelo loiro, e não soube o que responder. Ele pediu com convicção: "fica connosco". E eu fiquei, até hoje. Ele, vai sendo escuteiro no mundo. (Parabéns, Pedro!) Lembras-te daquele dia de sol? De rebolarmos na relva? Do tempo em que trocávamos telefonemas só para contar pequenas novidades? Dos abraços tão fortes que duravam eternidades? Da partilha de segredos? Da minha cabeça no teu colo? De descobrirmos pequenos refúgios? De percorrermos o mundo de mão dada? De estarmos sempre lá? De cantarmos alto as nossas músicas preferidas? Das mensagens boas logo pela manhã ou ao fim do dia? Das conversas em que perdíamos a noção do tempo? De tantos sorrisos, de tantas cores, formas e feitios, em tantos momentos? E de tudo o que eu não disse? Eu lembro. Uma boa surpresaOs amigos reúnem-se para uma jogatana aos domingos à tarde e eu ainda não tinha dado o ar da minha graça. Por isso, rumei para a casa maravilha e lá me preparei para tentar perceber as regras que os geeks dos jogos de tabuleiro (nem há um site chamado assim!) tinham para me ensinar. Tinha acabado de chegar um jogo novo e foi esse mesmo que jogámos, (maravilha, pensei eu) porque ainda está toda a gente a tentar perceber as regras. E, surpreendam-se, o Shadows over Camelot é mesmo giro! Ao contrário de todos os outros em que cada um joga por si, neste jogo está toda a gente a lutar para o bem comum. O que é bom, porque impulsiona valores como a confiança no outro, a responsabilidade e o sacrifício pelo melhor da equipa, e dá a cada pessoa uma qualidade especial que pode ser crucial em alturas de aperto. Claro que há um traidor pelo meio, mas desse nem vale a pena falar... Não me vou estender em regras e para mais informações podem pesquisar aqui em português ou em triliões de sites que falam sobre o jogo. Eu, que gosto muito de passear ao domingo à tarde, prefiro uma boa esplanada, ir até à praia ou apanhar ar por aí, fiquei rendida e acho que me apanharão mais vezes a fazer o papel de cavaleiro de Camelot. Mas não sempre, que o bom tempo é para aproveitar! Agora, se me dão licença, vou ali espreitar o livro de regras para ver se podemos ou não sair do castelo antes de acabar a demanda... ![]() Desafiosegunda-feira, 30 de outubro de 2006
NavegaçõesThey bought a round for the sailor And they heard his tale Of a world that was so far away And a song that we'd never heard A song of a little bird That fell in love with a whale He said: you cannot live in the ocean And she said to him: You never can live in the sky But the ocean is filled with tears And the sea turns into a mirror There's a whale in the moon when it's clear And a bird on the tide Oh, please don't cry Let me dry your eyes So tell me that you will wait for me Hold me in your arms I promise we never will part I'll never sail back to the time But I'll always pretend you're mine Though I know we both must part You can live in my heart Tom Waits D. Afonso Henriquesquinta-feira, 26 de outubro de 2006Por que gosto de Portugal: Razão 1 ![]()
As minhas 1001 razões... (ou as que forem!)O meu prof de Teoria e História da Imagem (há quanto tempo!), escreveu um blog com as 1001 razões para se gostar de Portugal e depois editou-o em livro (ou então foi ao contrário, não percebi muito bem). Eu não estou a pensar escrever um livro, mas fiquei cá a matutar que realmente, apesar de tudo o que não gosto nele, eu adoro o meu país. Assim mesmo, ao contrário do amigo Xisco que quer ser apátrida, eu gosto muito de ser portuguesa e do que isso implica. Gosto de cantar o hino em pé e de mão no peito, e gosto da bandeira e do que ela significa, e gosto das 40.000 maneiras de fazer bacalhau, e gosto até do Galo de Barcelos (mas não digam a ninguém!) Por isso, sempre que me lembrar e estiver com disposição para isso, vou fazer também a listinha das minhas razões para se gostar de Portugal... e dos portugueses, evidentemente! E eu não sei quem te perdeu...quarta-feira, 25 de outubro de 2006Quando veio, Mostrou-me as mãos vazias, As mãos como os meus dias, Tão leves e banais. E pediu-me Que lhe levasse o medo, Eu disse-lhe um segredo: «Não partas nunca mais» E dançou, Rodou no chão molhado, Num beijo apertado De barco contra o cais. E uma asa voa A cada beijo teu, Esta noite Sou dono do céu, E eu não sei quem te perdeu. Abraçou-me Como se abraça o tempo, A vida num momento Em gestos nunca iguais. E parou, Cantou contra o meu peito, Num beijo imperfeito Roubado nos umbrais. E partiu, Sem me dizer o nome, Levando-me o perfume De tantas noites mais. E uma asa voa A cada beijo teu, Esta noite Sou dono do céu, E eu não sei quem te perdeu. Pedro Abrunhosa Cidade minhasegunda-feira, 23 de outubro de 2006![]() Cheirava a castanhas assadas e a Avenida da Liberdade estava cheia de bolas azuis e brancas à espera do Natal. Palmilhei a Avenida e o Chiado, almocei na esplanada da pastelaria Benard', visitei o Museu da Água e acabei a ver o "Bonnie & Clide" na Cinemateca. E tanto ainda ficou por ver! AMOR-TE![]() ... porque a única morte é a morte do Amor. Margarida Ruas, Directora do Museu d'Água "O fotógrafo alemão Walter Schels e a jornalista Beate Lakotta acompanharam cerca de 24 doentes terminais nos seus últimos momentos de vida. Percorrendo diversos hospitais, onde durante semanas viveram de perto a dor de quem sabe que o fim está perto, surge a exposição Amor-te. Um conjunto de 44 fotografias, a preto e branco, fixam dois momentos de cada doente terminal: uma fotografia ainda em vida e outra logo após a morte. Esta exposição obriga-nos a confrontar-nos com a dor de um final, com a nossa mortalidade. Se na velhice, esse confronto se torna menos doloroso, quando nos deparamos com a morte de uma criança de 17 meses, tudo é questionado. A última fotografia, já depois de mortos, é quase como um último suspiro que fica suspenso para sempre num espaço e tempo inomináveis. Uma exposição sobre a morte, cujo apelo é a vida. Todos os visitantes da exposição Amor-te estão a contribuir para a AMARA – Associação pela Dignidade na Vida e na Morte, que tem como objectivo ajudar pessoas em fase terminal e os seus familiares." in Agenda Cultural da Câmara Municipal de Lisboa [Não imaginava as imagens tão grandes, quadrados enormes, a preto e branco, 2 a 2, à minha frente. Podia perceber todos os pormenores daqueles rostos, a expressão vazia, o sentimento de fim, alguns zangados, outros tristes, muitos com serenidade. Agora, conheço-lhes as histórias, imagino a angústia de se saberem perto do final, ainda a vontade de vida. Subo ao cimo do aqueduto e não posso deixar de apreciar melhor o sol que me faz fechar os olhos. Aqueles rostos ficarão gravados na minha memória. E ali, decidi. (a seu tempo contarei o quê...)] Cá está ela!![]() [A Cila e a Marta mostraram os modelitos e eu escolhi: é verde, tem o desenho bonito do Projecto Crescer e é só minha! (também há laranja, em todos os tamanhos, e o pessoal de Sintra vai andar por aí a mostrá-las ao mundo! )] Se eu não morresse, nunca!![]() e se nos cruzássemos com um rapaz alto e loiro de nórdico, cumprindo o trajecto que sempre fazia a passo largo, esmeradamente vestido de fato azul de jaquetão de corte impecável aparentando um ar britânico que lhe era grato, e ia bem, de resto, e se por um toque de magia... encontrássemos uma tela invisível de Lisboa, pintada pelo olhar do poeta, sempre fascinado pela vida simples do campo A cada traço, um pormenor de gente... de gesto, de vida." encenação do grupo Chão de Oliva na Casa de Teatro de Sintra Amigo, precisa-se!*"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor... Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive." Vinicius de Moraes [* Não desfazendo os já existentes...] Um fado, palavras minhasquinta-feira, 19 de outubro de 2006Palavras que disseste e já não dizes, palavras como um sol que me queimava, olhos loucos de um vento que soprava em olhos que eram meus, e mais felizes. Palavras que disseste e que diziam segredos que eram lentas madrugadas, promessas imperfeitas, murmuradas enquanto os nossos beijos permitiam. Palavras que dizias, sem sentido, sem as quereres, mas só porque eram elas que traziam a calma das estrelas à noite que assomava ao meu ouvido... Palavras que não dizes, nem são tuas, que morreram, que em ti já não existem - que são minhas, só minhas, pois persistem na memória que arrasto pelas ruas. Pedro Tamen [Homenagem a Pedro Tamen pelos 50 anos de vida literária] Vamos pôr as mãos na terra?"Os mais de 10 mil milhões de euros que o sector agrícola (português) recebeu sob a forma de subsídios ao longo da última década não tiveram resultados visíveis ao nível do produto agrícola. (...) O que se passa actualmente é que Portugal só consegue ser auto-suficiente no vinho, nos produtos hortícolas e no leite. No azeite, nas carnes, nas frutas, nas pescas e nos cereais estamos ainda muito dependentes das importações." Vítor Andrade in Jornal Expresso de 14.10.06 Porque hoje me sinto um pardal...why should I feel discouraged Hummmm!quarta-feira, 18 de outubro de 2006![]() Lanchar na Pastelaria Versailles é como fazer uma viagem no tempo. Entre espelhos antigos, relógios de parede, colunas de pedra e inspirações de arte nova, um empregado de verde escuro e lacinho ao pescoço pergunta o que queremos tomar. Uma montra de ponta à ponta da sala enche-nos os olhos de delícias, bolos para todos os gostos, pãezinhos, croissants, bolachas, scones e tudo o mais. Acompanhamos com um chá... e conversa boa pela tarde dentro. Fala-se de política, música, interesses, casas, aulas, cinema, novidades, Lisboa... sabe a bons-velhos-tempos. E a bons-novos-tempos. Para repetir. (Mas sem faltar a muitas aulas, ok?) Deixa que EU te molde"Umas vezes sentimo-nos acariciados, outras apertados; umas vezes vemo-nos quase prontos, outras amassados e sem forma; em certas alturas a obra toda faz sentido, noutras torna-se bastante incompreensível. Barro sempre seguro nas mãos firmes de um oleiro por entre as voltas da vida." in O Príncipe e a Lavadeira E eis que no meio da tempestade...terça-feira, 17 de outubro de 2006O Senhor é meu pastor, nada me faltará.O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma. Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome. Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo: o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança. Para mim preparais a mesa à vista dos meus adversários; com óleo me perfumais a cabeça, e o meu cálice transborda. A bondade e a graça hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre. [À Bina, de gargalhada cheia, quente por dentro e fazedora de comunidade. Imagino-te contente, a fazer a sopa para a festa lá no Céu. Sentiremos a tua falta.] Um mundo por conhecer![]() "Ora aqui está uma coisa engraçada para fazer!", pensei eu, que já andei por aí a passear por esse mundo afora... Afinal o resultado foi: "visited 10 countries (4%)" e uma manchita encarnada no meio do meu mapa. 96% é muito mundo por descobrir! Façam também o vosso mapa personalizado aqui e fica já o convite a quem o quiser agarrar: vamos pintar o nosso mundo de vermelho?
Retratos"I penetrate into the depths of my subjects without their knowing it, and capture them whole." Maurice de La Tour ![]() ![]() Gosto particularmente do estilo inconfundível da escola holandesa, mas a ![]() ![]() ![]() Para as mulheres da minha vidaThere's godlike And warlike And strong Like only some show And there's sad like And madlike And had Like we know But by my life be I spirit And by my heart be I woman And by my eyes be I open And by my hands be I whole They say slowly Brings the least shock But no matter how slow I walk There are traces Empty spaces And doors and doors of locks But by my life be I spirit And by my heart be I woman And by my eyes be I open And by my hands be I whole Ferron [Esta é uma das músicas mais bonitas que ouvi nos últimos tempos. Pena que não a encontre em lado algum. Pesquisarei melhor. Fica a letra, para as mulheres fortes, fantásticas, corajosas, amigas, presentes, da minha vida] Neste cantinho à beira mar plantadosexta-feira, 13 de outubro de 2006"Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia. Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores. Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar. Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros). Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática. Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas. Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagensdas auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo. O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive – Portugal. Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana). É este o País em que também vivemos. É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia. Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos – e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?" Nicolau Santos, (Director-adjunto do Jornal Expresso) in Revista Exportar A ver na Biblioteca Nacionalquinta-feira, 12 de outubro de 2006António é o meu nome Resolvi andar na rua com os olhos postos no chão. Quem me quiser que me chame ou que me toque com a mão. Quando a angústia embaciar de tédio os olhos vidrados, olharei para os prédios altos, para as telhas dos telhados. Amador sem coisa amada, aprendiz colegial. Sou amador da existência, não chego a profissional. António Gedeão Porque tenho de seguir a prescrição à regra...[Pois que fui ao oftalmologista por causa destas dores de cabeça que me têm dado água pelas barbas. Aproveitava e pedia uma receita para umas lentes e uns óculos novos. Ele trocou-me as voltas. Disse que não era uma boa candidata a lentes e que os meus óculos eram óptimos e me ficavam muito bem. As dores de cabeça? São do stress e da pressão de não arranjar trabalho. E aconselhou-me a ir passar 15 dias às Maldivas. Portanto...] Nem fogo nem geloThere is not a river wide Not a mountain high And neither sin nor evil Could change how I feel inside Not all the strength of the ocean Not all the heat from the sun Though others have tried, I just can't deny For me you are the one But true love is priceless For true love we pay a price But there's nothing can keep me from loving you Not fire, nor, not ice Like the hero or the champion You are the best, you're the best Like religion or superstition With you I am blessed Now the river may grow wider The mountains may reach past the sky But whether or not you feel the same My love shall never die But true love is give and take True love is sacrifice But there's nothing can keep me from loving you Not fire, nor, not ice Ben Harper (a minha música preferida) [convidaram-nos a entrar, serviram-nos café, puseram música, contaram histórias, fizeram perguntas, riram connosco, mostraram projectos, pediram para voltar. sempre de mão dada. felizes por estarem juntos. complementam-se, percebe-se assim que trocam meia dúzia de palavras. fazem-nos sonhar. e acreditar que é possível. qualquer que seja a idade, o que deixaram para trás e o que têm pela frente. porque agora seguem de mão dada. e dá gosto ver.] Belgrado acolhe pela 1ª vez ciclo de cinema sobre Lisboasegunda-feira, 9 de outubro de 2006Hoje é dia de segredosdomingo, 8 de outubro de 2006![]() Este blog norte-americano começou por ser uma brincadeira de partilha de segredos, mas hoje em dia tem acessos de todo o mundo e transformou-se também num site de inter-ajuda e de identificação de problemas comuns. Os segredos são enviados em forma de postais feitos à mão e cada segredo pode ser um lamento, uma esperiência engraçada, um medo, uma crença, uma confissão, uma fantasia ou qualquer outra revelação, desde que seja verdade e nunca tenha sido partilhado antes. As visitas no site ultrapassam os 46 milhões (!) e alguns postais foram já editados em livro. Os visitantes são convidados a partilhar o que sentem ao ver os segredos de outros ou um follow-up de postais que enviaram. Proponho uma espreitadela... porque todos temos segredos... e é bom saber que não estamos sozinhos. E é fogo...Nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela despenhada de sua órbita viva. - Porém, tu sempre me incendeias. Então sento-me à tua mesa. Porque é de ti que me vem o fogo. E em ti principiam o mar e o mundo. - Para consagração da noite erguerei um violino, beijarei tuas mãos fecundas, e à madrugada darei minha voz confundida com a tua. - Começa o tempo onde se une a vida à nossa vida breve. Devo murmurar cada coisa do mundo até que sejas o incêndio da minha voz. Por isso é que estamos morrendo na boca um do outro. Beijarei em ti a vida enorme, e em cada espasmo eu morrerei contigo. adaptação livre, à minha maneira, do poema O Amor em visita, de Herberto Helder Baixa com novos túneis e Terreiro do Paço sem carrossexta-feira, 6 de outubro de 2006"O projecto de revitalização da Baixa Chiado foi distribuído ao executivo da Câmara de Lisboa, uma oportunidade para conhecer mais alguns detalhes e ouvir as primeiras críticas da oposição. O projecto, que pretende criar na Baixa um centro cultural, comercial, turístico, político e económico, irá retirar o trânsito da Praça do Comércio, constituir uma Circular das Colinas, que inclui novos túneis, e criar escadas rolantes até ao Castelo de São Jorge." in Jornal Destak de 04/10/06 [Adoro a zona da Baixa e do Chiado em Lisboa. Diz-se que estas alterações vão trazer melhorias a vários níveis, com novos postos de trabalho e um dinamismo que irá equiparar Lisboa a outras grandes cidades europeias. Sou a favor da evolução, mas espero para ver... que não aconteça o pior...] VoltarYo adivino el parpadeo E porque mudança exige...terça-feira, 3 de outubro de 2006Mudam-se os tempossegunda-feira, 2 de outubro de 2006Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o Mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. Luís Vaz de Camões [À Dé, à Nês, ao Marco, à Marta, à Ritz, à Veri e a todos os que, apesar das ansiedades que mudar provoca, seguem em frente, estabelecem prioridades e perseguem sonhos. Porque a mudança só pode ser boa.] E se fizéssemos o mesmo?"Três igrejas anglicanas de York anunciaram a oferta de gelados nas celebrações de Domingo. (...) O reverendo David Casswell justificou a iniciativa dizendo que na fé, tal como nos gelados, é preciso conhecer para saber se se gosta ou não." in Revista Sábado de 30.09.06 So I say... Thank you for the MUSIC!domingo, 1 de outubro de 2006I'm nothing special, in fact I'm a bit of a bore If I tell a joke, you've probably heard it before But I have a talent, a wonderful thing Cause everyone listens when I start to sing I'm so grateful and proud All I want is to sing it out loud So I say Thank you for the music, the songs I'm singing Thanks for all the joy they're bringing Who can live without it, I ask in all honesty What would life be? Without a song or a dance what are we? So I say thank you for the music For giving it to me Mother says I was a dancer before I could walk She says I began to sing long before I could talk And I've often wondered, how did it all start? Who found out that nothing can capture a heart Like a melody can? Well, however it was, I'm a fan So I say Thank you for the music, the songs I'm singing Thanks for all the joy they're bringing Who can live without it, I ask in all honesty What would life be? Without a song or a dance what are we? So I say thank you for the music For giving it to me [Hoje é Dia Mundial da Música e porque danço, canto, bato palmas, estalo os dedos, me emociono, trauteio, rio, sonho, vibro, abraço, escrevo, medito, bebo, converso, choro, sinto, penso, confesso, estudo, rezo e vivo ao som de uma banda sonora muitíssimo variada, agradeço a Deus, porque só Ele pode ter posto ao meu dispôr a alegria de tamanha invenção!] Um mix do mundo![]() Para quem não tem qualquer jeito para fabricar seja o que for (como eu), a feira Mundo Mix é incontornável. A edição que acaba hoje tem lugar na Cidadela de Cascais (um sítio lindo só por si e que está prestes a ser renovado) e propõe uma diversidade de coisas tão bonitas que o difícil é mesmo escolher... Eu fiquei rendida às t-shirts das Mãos de Fada, às pregadeiras da Licínia, aos colares da Céu B. e às malas da Catarina, mas muito mais havia por explorar. Tivesse eu os bolsos cheios! Aprendi-o de Ti"Creio que o Amor é o único bem pelo qual vale a pena dar a vida e a única lição que interessa aprender. Só cá estamos para aprender a amar. A maior dívida que tenho na Terra é para com quem me amou e se deixou amar por mim. É uma dívida infinita, que só no Céu poderei saldar. No entanto, todo este amor não tem comparação com aquele que tenho recebido de Ti e que - como nenhum outro - me tem estimulado a ser livre e a seguir o meu próprio caminho. Gostaria de saber transmitir a quem não tem fé que a verdadeira fé de um crente é a fé que Deus tem nele. E que isto chega para transfigurar a vida de uma pessoa." por Pe. Nuno Tovar de Lemos in O Príncipe e a Lavadeira Só para relembrar..."Em Portugal morrem, anualmente, 1 500 pessoas vítimas de doenças provocadas pelo tabaco." in Jornal Metro, 29.09.06 |
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